
Na noite de segunda-feira (11/05), a diretoria do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região participou de um evento no auditório da entidade sobre Inteligência Artificial. Com o tema: “Sindicatos e IA: ameaça, ferramenta ou campo de disputa?” – a atividade contou com palestra de Lucio Uberdan. Formado em Marketing e pós-graduado em Comunicação Eleitoral e Marketing Político, Lucio atua com comunicação e estratégia política digital para mandatos, sindicatos, instituições públicas e candidaturas e é estudioso de IA orientada ao Marketing.
Participaram, além da diretoria e delegados do Sindicato dos Bancários, convidados de outras diretorias sindicais de Caxias do Sul.
Marcio Colombo, Diretor de Comunicação do Sindicato, abriu o encontro e destacou que o Sindicato vem realizando, desde 2023, oficinas de comunicação digital para instrumentalizar a diretoria, aprimorar o olhar para a comunicação e aumentar a interação nas redes sociais. Com o mesmo objetivo, foi criado um grupo específico de WhatsApp, onde são destacadas “tarefas” como gravação de vídeos e disseminação das pautas do Sindicato.
Lucio Uberdan explicou o que é a Inteligência Artificial, qual o campo de disputa da sociedade em relação à IA, como a IA vem mudando o mundo e como introduzir a IA na dinâmica sindical. “Não é inteligência, é probabilidade. Tudo é cálculo, nada é sobre ‘compreensão’ no sentido humano”, explicou Lucio. E acrescentou a frase de Kranzberg (1995): “A tecnologia não é boa nem má; nem é neutra.”
Sobre o campo de disputa da sociedade em relação ao avanço da IA, foi falado sobre o deslocamento de empregos em massa, a ampliação da desigualdade econômica, a dependência cognitiva humana e perda de habilidades críticas, assim como uma série de outros malefícios que acompanham a IA. O impacto ambiental devido ao alto consumo energético também mereceu análise.
Conforme Lucio, para evitar e/ou superar esses problemas, os movimentos sociais, especialmente os sindicatos, podem agir no sentido de, no campo interno:
- defender cláusulas de proteção ao emprego;
- garantir requalificação profissional;
- buscar a distribuição de ganhos da produtividade;
- monitorar impactos à saúde e ao desenvolvimento dos trabalhadores.
E no campo externo:
- lutar por regulamentação justa;
- defender tributação para amenizar impactos sociais;
- buscar a soberania de dados e desenvolvimento de IA;
- defender a visão crítica da IA na educação;
- Exigir sustentabilidade permanente.
Lucio ainda apresentou uma série de IAs que podem ser utilizadas pelos sindicatos e as funções que podem desempenhar.
Após a palestra, foi iniciado um debate com perguntas dos participantes.
Fotos: Fernanda Moraes





