
Assim como a capital e outras cidades gaúchas, Caxias do Sul também realizou o Festival do Trabalhador e Trabalhadora: Cultura em Movimento, reunindo programação cultural gratuita, participação popular e mobilização em torno das principais pautas do mundo do trabalho.
Em Caxias, o evento iniciou às 13h nos Pavilhões da Festa da Uva. A programação musical contou com a Banda San Marino, Banda Modello, Banda Mercosul, Banda Cosmo Express, Banda Barbarella e para finalizar a escola de samba campeã do Carnaval 2026: Acadêmicos Pérola Negra.
Além da distribuição de brindes, houve diversas atividades para as famílias.

A realização foi do movimento sindical, em parceria com a Rádio Viva. Diversas lideranças sindicais participaram do evento.
Ao parabenizar os bancários e bancárias, o diretor de organização e política sindical do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, Nelso Bebber, lembra que a categoria sempre esteve à frente das principais conquistas do país. “Nós temos uma única data-base nacionalmente, com a participação de todos os sindicatos do Brasil para garantir os melhores acordos coletivos. Somos a primeira categoria a conquistar PLR, auxílio alimentação, auxílio refeição, ampliação da licença paternidade, e tantos outros direitos. Nós temos muito a comemorar, mas a luta continua”, conclui.

Nelso falou no palco do evento em nome da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS). Ele lembrou que quando foram conquistados o salário-mínimo, as férias e o décimo terceiro, empresários e analistas econômicos diziam que a economia do Brasil iria quebrar e o mesmo acontece agora quando se debate a redução da jornada de trabalho o fim da escala 6X1. Porém, explicou, nos países que já reduziram os dias de trabalho, a economia melhorou e a produção aumentou, pois o trabalhador vai trabalhar mais descansado e adoece menos.
Bandeiras da classe trabalhadora em destaque
O Festival do Trabalhador e Trabalhadora traz na sua essência a expressão política e social da classe trabalhadora, articulando cultura e mobilização em defesa de direitos. Entre as principais bandeiras defendidas nas atividades estão a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6×1, contra a reforma administrativa, a valorização do serviço público, contra a pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.

O festival também se posiciona firmemente na luta pelo fim do feminicídio, reforçando o compromisso com a vida das mulheres e com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência.
Com atividades em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, o festival propõe um grande circuito cultural descentralizado, ampliando o acesso à cultura e promovendo o encontro entre arte, cidadania e organização social.
Fotos: Gabriel Lain e Rose Brogliato