
Na manhã desta segunda-feira (24/12), uma comissão de trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Regional de Caxias do Sul visitou a sede do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região. Os diretores do Sindicato manifestaram seu apoio aos trabalhadores, diante das ameaças de terceirização de setores de apoio do SAMU e corte de gratificações de servidores públicos. Para Nelso Bebber, diretor de organização e política sindical, a terceirização é nociva porque comprometeria a continuidade e a qualidade do atendimento e traria dificuldades de integração com a rede pública de saúde, entre outros prejuízos. “O SAMU é de importância vital para a população, é um serviço público essencial que deve ser defendido por todos”, declarou.
Em 2025, o SAMU atingiu a marca histórica de 1 milhão de chamados via 192, o que reflete a confiança da população e a importância estratégica do SAMU na Serra Gaúcha.
Saiba mais sobre o SAMU
O SAMU foi criado no Brasil em 2003 e oficializado pelo decreto presidencial em 27/04/2004, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo era unificar o atendimento pré-hospitalar de urgência no país.
O SAMU Regional de Caxias do Sul possui cinco equipes de suporte básico, uma equipe de suporte intermediário e uma equipe de suporte avançado de vida. Atua também com duas motolâncias, motocicletas equipadas para atendimento de primeiros socorros. Possui diversos veículos reserva para substituição em caso de panes. Atende toda a população da cidade e distritos 24 horas por dia há 21 anos. Além disso, é o cérebro que recebe e encaminnha as solicitações de socorro de outros municípios: Vacaria, Bom Jesus, São Marcos, Flores da Cunha, Farroupilha, Nova Petrópolis, Canela e Gramado.
Os servidores do SAMU Regional de Caxias do Sul possuem, no mínimo, mais de 10 anos de experiência no atendimento pré-hospitalar (APH) e na Urgência e Emergência, além de mais de 2 mil horas de qualificação.
O SAMU deve ser chamado em caso de dor no peito de início súbito; dificuldades respiratórias e asma; intoxicação e envenenamento; perdas de consciência, crises convulsivas e parada cardiorrespiratória; trabalho de parto com ou sem risco de morte da mãe ou feto; sangramentos graves; queimaduras graves; traumas, fraturas (crânio e abdome); acidentes de trânsito; ferimentos por armas de fogo e arma branca.